Lord Heryck Lemos

Casas de Rua

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Teu rebento das ruas onde se apinha toda préfida dos homens amaldiçoados;
A indumentária que usa é tão suja quanto o rio que passa pela tua casa de madeira;
Em seu semblate vejo a unfana e seus olhos derramam o fel de sua alma solitária;
Você acredita na patuá que carrega na cintura, mais esse objeto lhe trará mais sofrimento;
Quando ébrio acende a deçonha que o consumirá aos poços pela vida;
Quando nascido desvalido abandonado no trapiche lhe trazendo no futuro uma indigência;
Na aridez de seu olhar apinha-se o ermo causado pelo fel da vida que ganhou;
A indigência de sua indumentária não é culpa sua, e você pune os culpados errados;
A pérfida que te agarrou trazendo o talho de seu braço não cicatrizado é antiga;
Você não foi o primeiro nem é o ultimo, e isso não é tão escasso acontecer na cidade;
A deçonha na tua boca não vai aplacar o fel de tua vida desvalida;
Quando te encontro na madrugada da ufana que lhe enseja no mundo;
A utopia que usa na vida não é diferente da minha mais são tão iguais;
Hoje eu estou tão perifórico quanto você, e as vezes acho que começo a te conhecer;
Amanhã quando eu vê-lo deitado na rua com todo aquele alvoroço eu esqueço que sou moço;
E como criança que era começo a chorar e em minha casa vou a pensar;
Que poderia ser eu ou meu filho lá no seu lugar.
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Caminhando

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Caminho entre relâmpagos, na noite;
Estes clarões levam-me ao que busco, a existência do inexistente;
Passo a vida numa busca sem sentido, quero algo que não devo ter;
Quem sabe um amor perfeito, ou uma aventura louca;
Tenho o que quero em mãos, só que não tenho braços;
Vago nesta terra como fantasma sem rumo, apenas caminho ao horizonte;
A cada passo ele se torna mais perto, e nos olhos ficam mais longe;

Caminho entre relâmpagos, na noite;
M’alma é ferida pelas chicotadas da eletricidade;
Uma alta penitencia por um perdão não concebido;
Um passado que nasce nos sonhos acordando-me de madrugada;
Quantas vezes Atena me acariciou, deusa preciosa;
Deixando-me a marca de Zeus no coração com amargura;
Fel este que caminha comigo e acompanhava-me ao tumulo;

Caminho entre relâmpagos, na noite;
Agora purifica-me com a tempestade, gota-a-gota, meus pecados se vão;
São lágrimas de anjos por minhas injustiças;
A dor que causei em meus semelhantes, eles sentem;
Deixam nas lágrimas as lembranças de minha vida;
Nada fiz, nada sou, nada quero...
Apenas estou aqui na existência.
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Calma Cidade

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Uma cidade calma;
Que interlaça na alma;
Da vida o cansaço;
Aonde na morte vem o descanso;

Vou a esta cidade;
Com alegria e sinceridade;
Descansar da grande cidade;
O desprezo, a morte e a maldade;

O medo de um medroso;
Vem das risadas do mentiroso;
Partindo da mente de um criminoso;
Repousa na do orgulhoso.
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Benção Divina

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Flechas de cupidos formam uma garoa neste tempo;
Lentamente cobrem os corações dos jovens;
A vida unida, união vivida...
Verão com o tempo e com ele caminharão;
Iridescente brilho nestes olhares apaixonados;
Ou esta aurora que antecipo já acabou;
E agora após o dia vem-nos o poente,
Mais a fragilidade da flor está protegida;
E este amor irá alimenta-la...
Lindas pétalas para acariciar nascerão;
Iram crescer e outras flores brotarão;
Sendo um jardim colorido na frente da casa;
Sendo um vale florido em torno da montanha;
Assim seja esta nova vida.
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Anjos

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De asas brancas e brilhantes;
Eles vêm lá de cima,
A ordem Do todo Poderoso Deus,
Eles vêm com fé e coragem,
Planando entre as nuvens mais altas;
Desviando-se de árvores e pássaros.

Eles vêm lá de cima;
Voando com os mais belos pássaros;
Ou brincando entre os galhos das árvores;
Muitas vezes explorando o azul do céu;
Chegam até as mais lindas estrelas.

De asas brancas e brilhantes;
Eles vêm lá de cima;
Mergulhando até o fundo do mar;
Para que por entre os peixes possam nadar;
E com os exibidos golfinhos;
Em alto estilo se apresentar.

Eles vêm nos proteger;
Com carinho, amor e ternura;
Do mal de nossos inimigos;
Das tristezas que nos abate;
Dia após dia, sem descansar;
E as vezes até nos matar.

Eles vêm nos proteger;
Com carinho, amor e ternura;
Da terrível depressão;
Que nos leva ao fundo do abismo;
Destruindo nosso corpo e alma;
Sem ao menos perguntar se queremos.

Eles vêm nos proteger;
Com carinho, amor e ternura;
Do mal que fazemos ao mundo,
E a nós mesmo sem percebermos;
Pois o mal que fazemos ao mundo;
E o mesmo que nos vai destruir.

Ensinando nos amor;
Para que em paz possamos viver;
Sem ódio maligno nos corações;
Para manter a alma limpa e pura;
Sem o desejo da ilusão;
Para não ficarmos cegos na terra.

Ensinando nos amor;
Para que em paz possamos viver;
Sem medo uns dos outros;
Podendo-nos divertir;
Sem dores em nossas vidas;
Pois aqueles que precisam ajudaremos.

Ensinando-nos amor;
Para que em paz possamos viver;
Pois assim nossas conquistas,
Iram valer a pena dizer que temos;
Não precisamos enganar;
E tudo será mais fácil de aceitar.

Eles vêm destruir;
Com suas espadas esbanjando fogo;
Nossa injustiça infernal;
Nossos medos e fraquezas;
De tudo que desconhecemos;
De tudo que esquecemos.

Eles vêm destruir;
Com suas espadas esbanjando fogo;
Nossa impiedade com a natureza;
Que acolheu-nos neste lindo planeta;
Nossas injustiças com os animais;
Matando-os por simples prazer.

Eles vêm destruir;
Com suas espadas esbanjando fogo;
Nossa ignorância mental;
Por falarmos blasfêmias com vontade;
Só porque temos livre expressão;
Achamos estar certos de tudo.

Iluminando nossos caminhos;
Com sua luz celestial;
Tirando-nos da escuridão,
Para não tropeçarmos em obstáculos;
Para que antes enxerguemos;
E tira-los do caminho.

Iluminando nossos caminhos;
Com sua luz celestial;
Assim não tomaremos direções erradas;
Achando que são as certas;
Veremos nossos pais e irmãos,
E segui-los sem se perder.

Iluminando nossos caminhos;
Com sua luz celestial;
E as trevas não nos assustarão;
Com ilusões de nossas mentes;
Para não passarmos encima de ninguém;
Sem percebermos o que fizemos.

Eles são nossos amigos;
E estão sempre dispostos à dividir;
Nossa alegria do dia;
Nossas tristezas da vida;
Até a decepção que temos;
De nossos próprios semelhantes.

Eles são nossos amigos;
E estão sempre dispostos a dividir;
As angustias que guardamos;
A raiva que sentimos;
A solidão que nos cerca;
E a inveja que nos persegue.

Eles são nossos amigos;
E estão sempre dispostos a dividir;
O carinho que ganhamos;
Muitas vezes sem merecer;
O amor que retribuímos;
Com muita bondade no coração.

Eles querem nos servir;
Sem receber nada em troca?
Eles querem que façamos;
Com todos os conhecidos a nossa volta;
Tudo, exatamente tudo;
Que tão bons seres nos fazem.
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Palavras que resoam do canto mais vazio de minha mente.

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