Lord Heryck Lemos

Almas Gêmeas ll

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Pela vida toda a procurei, nunca a conheci ou mesmo lhe vi;
Mas algo dizia que você estava ali, em algum lugar perto de mim;
Pela imensidão dos mares, suas ondas furiosas ousei enfrentar;
E nenhuma montanha foi grande o suficiente para impedir minha jornada;
Quando consegui encontra-la, estava entre pedras que chamam de jazigo;

Depois de atravessar o vale da morte, os anjos das trevas me enganaram;
Fui as profundezas do inferno por encontrar um ser para me completar;
Dor, desespero, angustia, medo, nada mais é possível sentir neste lugar;
Caminho na escuridão de alguma mente depressiva que ainda vaga pelo mundo;
O jogo que consome o corpo desaparece, mas ainda tem o desprezo pelo desconhecido;

Ao reino do céu fui trazido pelos guardiões da luz, a mesma de teus olhos;
Aqui é um lugar grande, demorei à procurar por todo este horizonte azul;
Neste reino não há tristeza, a glória da alegria caminha com orgulho;
Mesmo com tantas coisas boas que vi, ainda não consegui encontrar-te;
Aqueles que dominam espadas de fogo me disseram que para a Terra você retornou;

Agora novo corpo, vida e forma, mas o mesmo ser ainda conseguimos ser;
Eu ainda acredito que há um mundo perfeito, brilhando em seus olhos serenos;
Um mundo onde nada permita que nossas almas tenham distância entre elas;
Somos parte de uma alma que quer se juntar, não somos dois, somos apenas um;
Continuarei minha busca até encontrar a parte de minha alma que se perdeu.
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Almas Gêmeas

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Há no mundo a metade desta alma que sou?
Outra utopia será para fazer-me esquecer desta vida sórdida?
Mas irei contar, há, ela luminosa estrela, ela aspecto tem, única relusência...
Estagnado, perdido, pelas trevas da noite, a luz me tirou do labirinto da morte;
Muitos se perderam antes de conhecer o outro lado de seu próprio ser nefasto;
Eternamente só, pelo universo infinito e vazio da mente humana, vagando como morto;
Memórias de vidas inúteis copilam-se para formar um ser abençoado pelo Pai;
Ungidos, será pela graça dos anjos que defendem a união deste sol e da lua;
Lamentos ainda litigantes ageram-se lentamente, e a duetos rochosos iram arruinar;
Humildemente invejo vós casais que saboreiam a doçura de uma paixão insana no sonhar da vida;
Então doce ser, outra noite e noutra aurora tens a lentamente admirar;
Reinado ociduo, duas ruínas irão glomerar e tendo amor triunfaram indefinidamente.
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Alegria Depressiva

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Os olhos inchados refletem o isolamento da tristeza;
Que de lembranças se alimentam;
Mostrando força em cada sorriso sem graça;
Na inútil tentativa de esconder-se;
De curiosidade revelam dores.

Ainda que seja incomodo se faz necessário;
Conhecer atravez desta mascara chorosa,
Uma dessas faces que compõe o ser humano;
Não se esquecendo que o olhar se quebra no espelho;
Diante daqueles que não enfrentam a realidade.

Chore como criança com dores passageiras;
Mesmo que seja ridículo, deixe os olhos arderem;
Quando o coração é ferido, restaura-se como carne;
O tempo passará cicatrizando as feridas;
E a felicidade trará amnésia do que foi passado.

Mas um dia acordará, e na alma sangrenta...
Uma ferida que o tempo com agilidade aumenta;
Deixando na vida o desejo da morte;
E na alegria que faz chorar o sorriso;
A lembrança em um olhar depressivo.
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Ajuda-me

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Salvem um pecador do abismo das trevas, fonte do mal abjeto;
Acrimoniosos tentáculos grudam na alma como sangue-sugas;
Lagrimas de fel caem de seus olhos por esta cena triste ver;
Vesânia amaldiçoada afaste se daqui e leve esta prole visperino;
Esta alma foi enganada por sereias a entrar no lago da morte eterna;
Agora eu suplico ao único que pode e quer ajuda-la, alguém que se importa com ela;
Gloriosas mãos vão aplacar o monte sobre esta alma fatigada;
Insigme Ser do ponto mais alto, ouve esta voz que implora misericórdia;
Somente Te pedido, uma ordem a todos, pudera libertar esta filha;
Almejarei com o maior prazer escutar tal comando, meu Senhor;
Paz incomensurável entregue a esta filha que se perdeu...
Antagonisarei este mal até o dia em que a abiose meu corpo possuir;
Infames profundezas da solidão eternas serão transformadas em ruínas.
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A folha que caiu

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No outono, doce estação de pura beleza do crepúsculo, estou aqui outra vez;
Um homem só, que para sua viagem pela vida querendo descansar na sombra de uma arvore;
Uma folha ressecada da ponta do galho mais alto se desprende e aos poucos vem ao chão;
Suavemente deslizando pelo ar, como quem antes da morte pretende uma ultima vez;


Brincar com o ar, o mesmo que na fúria a retirou do ponto mais alto de sua vida;
Mais uma pergunta flutua com aquela pequenina folhinha, por que se soltar da vida?
Se solta em uma queda que levará minutos para mim, mas intermináveis dias para ela;
Será que se cansou do mundo a sua volta estando sempre presa com seus vários irmãos;
Querendo voar uma única vez com as nuvens que flutuam sobre o céu azul;
Ela só queria voar, voar sem caminho ou destino como o pássaro na próxima estação;


Ou ela se cansou de levar as tapas do vento tentando um carinho amistoso lhe fazer;
Oh! Pobre folhinha, cansada da solidão do topo só queria um papo bater com a formiguinha;
Soltou-se ao sopro do vento para tocar o chão uma única vez e somente uma vez o tocaria;
Saltou, e enquanto caía, observava seus irmãos verdes se despedindo com uma dança;
Que ela já realizou tantas vezes antes, ela caía sentindo o ar beijar-lhe a face;


A terra fria e dura lhe recebeu, e quando ela se deu conta de que estava ali esticada;
Percebeu o quanto é insignificante perante aquele mundo verde que permanecia preso;
Eles estavam presos, mais estavam no alto, onde o vento nunca cessava de assoprar;
Mais ali naquele chão, onde ela mais desejava estar era frio e não mais lhe tocava o ar;
O frio aumentava, o sol já se escondera no horizonte, e as estrelas surgiam uma após outra;


A folha olhava para cima, notando que o céu estava escuro e se enchendo de pontos brilhantes;
Era tão lindo, quase tão lindo quanto o próprio sol, que lhe abandonara naquele momento;
Enquanto estava ali, largada, ela lembrou que nunca tinha parado para observar aquilo...
Era envolvente, era mágico, era atrativo, era magnífico, era esplendido, era belo...
A folha se arrependeu, porque precisou se jogar à morte para notar a beleza da noite eterna.
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Verbos do infinito

Palavras que resoam do canto mais vazio de minha mente.

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