Pensamentos mergulham minha mente num abismo profundo de angustia;
Tento fechar meus olhos e esquecer tudo, mas nesse escuro de amargura;
O mesmo que tenta dominar minha alma que só deseja sua metade louca;
Apenas uma imagem se faz visível neste momento de dor da ausência;
Uma imagem que me tira do medo do escuro, e o medo de tentar...
Uma felicidade que me foi negada a anos por ter brincado com os sentimentos;
Da primeira pessoa que tentou romper a barreira de aço que protege esse cristal;
Quando me deito na cama começo a lembrar do meu dia, as loucuras e erros que fiz;
E até o momento em que o sono me leva ao seu reino me arrependo de novo;
Não apenas de ter permitido mas também de ter covardemente feito;
Que de suas safiras azuis, lagrimas se libertassem pelo seu rosto descesse;
Mas quando o sono me leva ao mundo dos sonhos onde você esta sorrindo;
Consigo me acalmar, ante do pesadelo me fazer vê-la chorando novamente;
E em mais uma madrugada eu me levanto para sentar no solitário sofá;
Quando minha mãe chega e acende a luz, vê de novo aquela cena horrorosa;
Eu sentado no escuro com as pernas cruzadas enquanto o cigarro torto;
Queima em minha boca fazendo que se forme na neblina que vejo no almejo;
Teu rosto de anjo sobre minha cabeça enquanto choro desesperado na noite;
Quando sol espanta o escuro da minha mente, vou a seu encontro,
Mas me esqueço que o guardião de teu lar ainda dorme, então caminho na rua;
Até que ele se levante para abrir os portões de seu terreno, um lugar onde.